Sobre
About
A Gralha Brava
A Gralha Brava é uma escola dedicada à partilha de artes e saberes ancestrais ligados ao lugar e à natureza. Através de cursos e experiências práticas, criamos espaços de aprendizagem, onde diferentes formadores e guardiões do saber-fazer partilham conhecimentos práticos, culturais e relacionais, promovendo a observação atenta da paisagem, o sentido de comunidade e uma relação de maior reciprocidade com a Terra.
Inspiramo-nos na gralha enquanto ave observadora e social, que desempenha um papel importante na regeneração das florestas através da dispersão de sementes. A Gralha Brava procura agir de forma semelhante, semeando conexões e fortalecendo as relações entre pessoas, saberes, a paisagem e a comunidade ecológica, com um foco especial nos territórios de Portugal e Galiza.
A Gralha Brava is a school dedicated to the sharing of ancestral, land-based arts and skills. Through courses and hands-on experiences, we create learning spaces where different instructors and guardians of ancient know-how share practical, cultural, and relational knowledge, fostering attentive observation of the landscape, a sense of community, and a more reciprocal relationship with the Earth.
Our name is inspired by the crow (gralha), a keen observer and social bird, that plays an important role in forest regeneration through seed dispersal. A Gralha Brava seeks to act similarly, sowing connections and strengthening relationships between people, knowledge, the landscape, and the ecological community, with a special focus on the territories of Portugal and Galicia.
Saberes Ancestrais
Ancestral Skills
Durante milhares de anos, os nossos antepassados viveram em reciprocidade com a terra e a sua comunidade ecológica através da prática de saberes ancestrais.
Hoje, estes saberes são ainda relevantes, pois abrem-nos uma porta para os modos relacionais ancestrais, reconectando-nos à nossa comunidade ecológica e a nós próprios, e abrindo novas possibilidades de um futuro vivido com respeito pela Terra.
As artes ancestrais – ligadas ao local – incluem o fazer fogo, a construção de abrigos, o curtume de peles de animais, a cestaria, a cerâmica, a tecelagem com fibras vegetais e animais, a recolecção de plantas, bagas e cogumelos silvestres, a caça, a pesca, o reconhecimento de pegadas de animais, a criação de roupas, o contar de histórias, a fabricação de arcos, o conhecimento da natureza, a horticultura, o talhe de sílex, o processamento de animais, a criação de preparações medicinais, a fabricação de ferramentas de osso e pedra, e muito mais.
As artes ancestrais não pertencem apenas ao passado: são conhecimento vivo, dinâmico e adaptável, que continua a oferecer respostas relevantes aos desafios do presente.
Elas recordam-nos do poder e da beleza de fazer coisas à mão com materiais locais, devolvem-nos o poder de nos alimentarmos, vestirmos e cuidarmos de nós, das nossas famílias e das nossas comunidades, convidam-nos a conhecer a comunidade mais vasta de que fazemos parte, oferecem-nos um sentimento de pertença, e ligam-nos aos nossos antepassados.
Praticar e partilhar estas competências ancestrais tem o poder de aumentar a resiliência das nossas comunidades face à mudança, além de nos oferecer a possibilidade de viver uma vida em estreita relação e reciprocidade com a terra a que chamamos casa.
For thousands of years, our ancestors lived in reciprocity with the land and their ecological community through the practise of ancestral skills.
Today, these skills are still relevant as they open a door for us to remember the old ways of relating, reconnecting us to our ecological community and ourselves as well as making way for new possibilities towards a more earth-honouring future.
Ancestral skills are not something from the past: they constitue living, vibrant, and adaptable knowledge that continues to offer relevant answers to the challenges of the present.
They remind us of the power and beauty of making things by hand with local materials,
Practising and sharing these ancient skills have the power to increase our communities’ resilience in the face of change as well as offer us the possibility to live a life in close relationship and reciprocity with the land we call home.